São Francisco do Sul já registrou 3 casos de dengue; Prefeitura classifica crescimento dos focos como ‘assustador’

Foto: Divulgação

Dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina

O ano de 2021 tem registrado altos índices de contaminação pela dengue em Santa Catarina. Somente neste ano, mais de doze mil catarinenses foram contaminados pela doença, superando o que foi registrado em todo ano passado. É o que apontam os dados divulgados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), da Secretaria de Estado da Saúde. Sendo este o maior número da série histórica da doença em SC.

Em São Francisco do Sul, a Prefeitura do município classifica este crescimento de focos do mosquito como ‘assustador’, devido a confirmação, neste ano, de aproximadamente 107 focos de larvas do mosquito Aedes aegypti e três casos confirmados de dengue autóctone, ou seja, contraídos dentro do município.

Dengue em Santa Catarina

Há registros de foco do mosquito Aedes aegypti, – responsável pela transmissão da doença – em 217 municípios do Estado. Esse número representa um aumento 96,9% nos focos do mosquito no período compreendido entre 01 de janeiro e 5 de junho, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Do total de casos até agora (12.002), a maioria (11.720 – 97%) é de casos autóctones, ou seja, com transmissão dentro do estado.

São Francisco do Sul está entre os municípios de SC com focos de Aedes aegypti. Arte: Dive/SC

Outra questão que demonstra esse aumento exponencial é o registro de quatro óbitos em decorrência da doença em 2021; três em Joinville e um em Camboriú. O fato não ocorria desde 2016, quando foram registrados óbitos em Chapecó e Pinhalzinho. Além disso, há dois óbitos em investigação no município de Joinville.

O mosquito Aedes aegypti pode transmitir três doenças: dengue, zika vírus e chikungunya. “A melhor estratégia de prevenção dessas doenças continua sendo a eliminação de locais que possam acumular água. O cenário do estado só reforça que as medidas de prevenção são necessárias e fundamentais para evitar novos casos e até óbitos”, destaca Ivânia Folster, gerente de zoonoses da Dive/SC.

A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água. Ela escolhe mais de um local para realizar cada postura, o que garante maior sucesso reprodutivo, ou seja, podem nascer insetos de vários recipientes no mesmo ambiente. Nesses locais os ovos podem durar até um ano e meio. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente. O mosquito adulto surge num ciclo de, aproximadamente, sete dias.

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Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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