Rio São João: órgãos ambientais investigam a extensão do acidente ambiental

O Rio São João é uma opção de lazer e pesca para a população de Garuva e veranistas. O local passou cerca de quatro anos interditado por conta de outro acidente ocorrido, em que o produto perigoso transportado por um caminhão também atingiu o rio São João. A prática de atividades havia sido liberada no dia 27 de janeiro, pelo Instituto Água e Terra (IAT), mas ainda permanecia interditado pela portaria do IBAMA. Uma nova interdição do rio será definida após os resultados das análises da qualidade da água, ictiofauna e a emissão de laudo técnico.

Peixes começam a morrer após acidente com carga tóxica. Foto: Redes sociais


O caminhão que tombou na rodovia hoje estava carregado com 31.970 kg de ácido sulfúrico residual 69% (ONU 80/1832). A população está sendo orientada com a instalação de placas de Alerta/Risco nas áreas afetadas, não sendo indicado o contato com a água, para consumo, banho e pesca.
A prefeitura de Garuva e o IAT iniciaram imediatamente a coleta de amostras para análise da água e da fauna, dando início a investigação da extensão do acidente ambiental. Os primeiros resultados das análises devem ser apresentados nesta quinta-feira (17). Além disso, a empresa ambiental contratada pela empresa responsável pela carga está realizando o monitoramento do solo afetado e das águas. A notificação e possível multa ambiental a ser aplicada é de responsabilidade do IAT, já que o acidente ocorreu no estado do Paraná.
A Secretaria de Saneamento Ambiental está há cerca de 6 meses em contato com o Grupo de Produtos Perigosos Nacional e Estadual, onde realizou estudo apontando a necessidade de barreiras de contenção na rodovia, para que o município não sofra tanto com o impacto causado por esse tipo de acidente, que atingem principalmente o rio São João, trazendo diversos problemas econômicos e ambientais a população.
Para a secretária de Saneamento Ambiental, Silmara Ghiggi Ramos, o município não pode mais aceitar essa situação. “Não aceitaremos mais. Fizemos estudos, levantamentos, enviamos comunicação aos órgãos responsáveis solicitando medidas para mitigar os impactos ambientais nos casos de acidente com derramamento de produto perigoso, seja por bacias de contenção em pontos de maior ocorrências de acidentes, seja por outras medidas. Somente nos últimos 12 anos, entre os km 664 e km 682 da BR-376, já tivemos 89 acidentes com derramamento de produtos perigosos que tem impacto no rio São João. Os órgãos precisam tomar alguma providência. O município irá tomar todas as medidas, inclusive acionando o Ministério Público”, afirmou.

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