Prefeitura de Garuva solicita doses de soro antipeçonhento, mas pedido é negado

Somente nos últimos 10 dias, município registrou três picadas por cobras venenosas e ainda registrou um óbito por este motivo

A Prefeitura de Garuva solicitou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive/SC) a disponibilidade de soro antipeçonhento para o município, porém foi informada de que não é possível manter o tratamento para acidente por animal peçonhento fora de ambiente hospitalar e em locais que não tenham capacidade de armazenamento, conforme nota técnica.

 Produção de soro antipeçonhento. Foto: Divulgação/Instituto Vital Brazil

“Considerando que o Hospital Municipal São José de Joinville é uma unidade hospitalar de referência para a região no atendimento de acidentes com animais peçonhentos e diante da situação de desabastecimento de soros antipeçonhentos a nível nacional desde 2013, que ocasionou a redução do quantitativo enviado pelo Ministério da Saúde (MS) para o Estado de Santa Catarina, não há possibilidade de disponibilizar soros antipeçonhentos para outras unidades”, informou a Prefeitura de Garuva.

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O procedimento padrão é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento mais próximo, para os primeiros socorros e ser então encaminhado ao hospital de referência, no caso de Garuva, o Hospital Municipal São José. Cabe sempre ressaltar que pacientes em estado gravíssimos necessitam de estabilização para seguir a transferência.

Acidentes com cobras venenosas em Garuva

Somente nos últimos 10 dias, Garuva registrou três picadas por cobras venenosas e ainda registrou um óbito por este motivo. Escorpiões também foram encontrados no município, porém sem o registro de ocorrências com este.

Picadas de jararacas tornaram-se recorrentes em Garuva. Foto: Internet

No caso de acidente com animais peçonhentos, é necessário procurar atendimento médico imediatamente. Informe ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal. Quando a picada for realizada por cobra, caso o animal tenha sido morto, ele pode ser levado em recipiente fechado ou através de fotos, pois é muito importante saber qual a espécie.

Se possível, lave o local da picada com água e sabão (exceto em acidentes por águas-vivas), mantenha a vítima em repouso e com o membro acometido elevado até a chegada ao pronto socorro. Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retire acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, fitas amarradas e calçados apertados.

Não amarre (torniquete) o membro acometido e, muito menos, corte e/ou aplique qualquer tipo de substancia (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada. Não tente “chupar o veneno”, essa ação apenas aumenta as chances de infecção local.

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O tratamento é sintomático e com soro antiveneno, de acordo com cada espécie e com cada situação. Havendo ou não melhora, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo para ser avaliada a necessidade de administração de soro específico.

Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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1 Comment on "Prefeitura de Garuva solicita doses de soro antipeçonhento, mas pedido é negado"

  1. Mariane Haschel | 29/09/2021 at 10:31 pm | Responder

    Mas se o município pediu é pq tem lugar de armazenamento…deveriam de liberar pois em casos graves pode não dar tempo de chegar em Joinville….ainda mais tendo que se d slocar pela BR que volta e meia tem fila devido acidentes ,reformas ou feriados

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