Família de Garuva pede orações para recém-nascida internada na UTI em estado gravíssimo

A gestação da segunda filha da família seguia tranquila. O enxoval montava-se aos poucos à espera de Pietra. Na madrugada do dia 11 deste mês, ao completar 39 semanas de gestação, as contrações começaram, como conta a mãe Beatriz Tina Bisewski, de 24 anos, moradora do bairro Jardim Garuva, área central do município.

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Já na maternidade, em Joinville, foi identificado que, mesmo com as fortes dores, a mãe apresentava, apenas, cinco dedos de dilatação. Já no domingo (12), com 24 horas desde o início das contrações, Beatriz conta que elas chegaram a altos níveis fazendo seu útero se romper e expulsando o bebê do seu envolto, ainda dentro do corpo da mãe. Ao ser examinada pela médica, a profissional observou que não havia mais batimentos cardíacos da criança. Beatriz foi levada imediatamente para a sala de cirurgia, onde foi submetida a uma cesariana. 

“Quando a Pietra nasceu, ela nasceu sem batimento (cardíaco) nenhum, sem oxigênio, e eles ficaram 13 minutos para reanimar ela, onde deu a asfixia perinatal grave, que é quando não vai oxigênio para o cérebro dela”, conta Beatriz.

O estado de saúde de Pietra é considerado gravíssimo pelos médicos. Foto: Divulgação

Com os batimentos cardíacos estabilizados, a bebê foi levada às pressas para a UTI. “Aí começa a luta da Pietra, que já é uma guerreira por ter nascido praticamente morta e o médico ter conseguido reanimar”, complementou a mãe.

Beatriz segurando Pietra no colo. Foto: Divulgação

Beatriz conta que, para evitar danos cerebrais, a filha passou pelo processo de, primeiramente, resfriamento e, após, aquecimento do corpo. Seu coração, que não pulsava corretamente, foi tratado com um medicamento e se estabilizou neste domingo (19). O momento de aflição para a Beatriz, foi quando retornou para casa sem a filha, três dias depois do parto. “Para uma mãe é difícil chegar em casa e ver tudo certinho, tudo arrumadinho, e não ter sua filha nos braços, mas eu creio em Deus, que ela vai vir para casa”, afirma a mãe.

Família mostra quarto de Pietra com seus pertences. Foto: Divulgação

Desde sábado passado, a rotina da pequena família mudou completamente. São duas viagens diárias até o hospital onde a filha está internada. Em casa, o casal observa o que foi preparado para receber Pietra. “O cantinho dela é com a gente no quarto. Ela tem o bercinho dela, o guarda-roupinhas, tem os ursinhos, os brinquedinhos dela, tudinho; tem uma cortina na parede rosa, e a gente só estava à espera dela, mas…”, contou o açougueiro Ronaldo Jonathas Scheffer, de 32 anos, pai de Pietra. 

Vivendo com um salário de R$ 2 mil por mês, Beatriz afirma que além do aluguel da casa, há, agora, o gasto diário de R$ 100 com gasolina, devido às contastes idas ao hospital. Para os leitores que desejarem colaborar com a família, entre em contato pelo WhatsApp: 47 98913-7216.

Em reunião com médicos e uma psicóloga, Beatriz recebeu a explicação de que, quando uma criança nasce, ela recebe uma nota sobre sua expectativa de vida; para Pietra, as notas foram uma sequência de zeros, até receber um três nos últimos dias com a reação positiva do coração à medicação.

“A questão dela, que é gravíssima, é o cérebro dela. O cérebro dela não está reagindo. Ela está com oito dias de vida hoje e o cérebro dela está parado, não está reagindo”, explicou.

Para a mãe, Pietra já é uma guerreira, vencendo batalhas diárias, e que se apega a Deus para apoiá-los neste momento. “Eu creio, hoje, meu esposo, minha família e meus amigos estão tendo bastante fé em Deus, pois a fé é a última que morre. A gente se agarrou em Deus e vai ficar agarrado em Deus, porque é só um milagre de Deus, mesmo”, afirmou. Aos leitores, ela faz um pedido: “Para que todos pudessem colocar ela em oração, porque a gente crê no milagre de Deus”.

Ronaldo enfatiza sua crença em um milagre pela recuperação da filha e aconselha:

“Se alguém chegar a passar, que eu peço para que ninguém passe o que estamos passando, ou passar por algo igual, sempre confiar em Deus, que Deus foi o médico antes do médico; haja o que for, haja o que vier, Deus sempre será Deus. A nossa fé é grande que a neném vai sair de lá bem. Diz a palavra do Senhor: ‘Se crês, verá a palavra do Senhor e os mortos ressuscitarão’”, encerra o pai.

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Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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