Especialistas realizam necropsia em filhote de baleia-jubarte encalhada em Itapoá

Animal apareceu morto na praia do município na tarde de domingo (6)

Na manhã de segunda-feira (7), a equipe técnica do PMP-BS/Univille deslocou-se a Itapoá para realizar a necropsia da baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae), que encalhou morta próximo ao Corpo de Bombeiros do município.

Animal apareceu morto na praia do município na tarde de domingo (6). Foto: Ian Gomes

Segundo o veterinário responsável pela necropsia, Diogo Cristo “o animal (uma fêmea juvenil) apresentava marcas retilíneas de compressão na base da nadadeira caudal, o estômago estava vazio e amostras de fezes foram coletadas para análise parasitológica. Mas, infelizmente devido ao avançado estágio de decomposição do animal, não foi possível determinar a causa da morte”, afirmou.

Segundo o Projeto de Monitoramento, para animais de grande porte, como as baleias, a necropsia é feita na praia e a carcaça enterrada no local do encalhe, conforme orientações do Protocolo de Conduta para Encalhe de Mamíferos Aquáticos da RemaneRede de Encalhe de Mamíferos Aquáticos do Nordeste -. Nessa operação, o PMP-BS/Univille contou com a parceria e apoio logístico das Secretarias de Meio ambiente e Obras e Serviços Públicos (SOSP), que disponibilizou duas máquinas para a correta destinação da carcaça do animal.

Durante a realização da necropsia, a equipe da Prefeitura fez a escavação de um buraco profundo, longe da zona de arrebentação para evitar que a carcaça seja exposta. A areia contaminada durante a necropsia foi enterrada juntamente com o animal. Também foi adicionada uma camada de cal em cima das vísceras antes do fechamento do buraco.

Uma das nadadeiras peitorais da baleia-jubarte foi desarticulada com auxílio das máquinas e trazida para a base, em São Francisco do Sul, onde integrará a coleção osteológica do Acervo Iperoba da Univille.

Temporada migratória 2021

A baleia-jubarte ocorre em todos os oceanos. Chega ao Brasil entre os meses de julho e novembro, a procura de águas quentes para o período reprodutivo. Neste ano estão aparecendo por aqui antecipadamente. Segundo o médico veterinário, Milton Marcondes do Projeto Baleia Jubarte dezenove (19) encalhes da espécie já ocorreram nesse ano, sendo seis no estado de Santa Catarina.

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