Epagri/Ciram mede profundidade da baía da Babitonga

A Epagri/Ciram finalizou a atualização da batimetria da baía da Babitonga, ou seja, da medição da profundidade do mar naquele local. A área total analisada corresponde a mais de 280 km² e profundidades chegando próximo a 28 metros. Essas informações vão compor uma base de dados para pesquisas da Epagri em 2022, a exemplo do projeto “Base tecnológica para zoneamento integrado ambiental da maricultura”. Dentre os objetivos do projeto está o desenvolvimento de modelo hidrodinâmico da costa de Santa Catarina, atividade totalmente dependente de dados de batimetria.

A profundidade do mar na baía da Babitonga é um dado importante para desenvolvimento de modelo hidrodinâmico da costa de Santa Catarina

Segundo o pesquisador Luis Garbossa, essa batimetria foi desenvolvida para ser a base dos dados de batimetria para modelagem hidrodinâmica refinada a ser realizada em vários pontos da costa de Santa Catarina. “É importante destacar que essa batimetria não pode ser usada para navegação, pois a interpolação usada e os dados disponíveis não permitem identificar riscos para a atividade. Por outro lado, os testes iniciais para modelagem hidrodinâmica têm mostrado que a batimetria atende muito bem à demanda de modelos hidrodinâmicos”, explica Garbossa. Modelos hidrodinâmicos têm como objetivo computar movimentos, transportes, escoamentos e fluxos da água e seus constituintes, como gases, salinidade, nutrientes, calor, sedimentos.  

Para realizar a atualização batimétrica a Epagri/Ciram buscou dados com diversos parceiros, entre eles o Porto de São Francisco, a UFPR e a UFSC. Além dos dados dessas instituições foram usados dados de projetos da Epagri, como os Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura.

Estes dados foram integrados através do uso da plataforma QGIS, que é um sistema de informações geográficas gratuito e de código aberto. “Após a integração dos dados, a batimetria foi extrapolada para toda a região da Baía da Babitonga. As regiões centrais da baía dispõem de maior quantidade de dados, o que permite maior confiança nos resultados. Para as regiões extremas, mais a montante, não há dados disponíveis e as estimativas de profundidade foram realizadas a partir de imagens de satélite disponíveis na internet e a aerofotogrametria do Estado de Santa Catarina”, diz o pesquisador.

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