Em Garuva, mulheres empreendedoras unem forças para o crescimento de seus negócios

Batizado de Meg – Mulheres Empreendedoras de Garuva -, elas ajudam umas as outras na divulgação dos produtos e na orientação para o aperfeiçoamento das vendas

Composto por nove membros, o Meg – Mulheres Empreendedoras de Garuva – foi criado pela artesã Sandra Mara da Silva com o um único objetivo: o fortalecimento dos negócios liderados por mulheres. Como meta para o desenvolvimento de suas pequenas empresas, elas ajudam umas as outras na divulgação dos produtos e na orientação para o aperfeiçoamento das vendas.

Sandra formou-se pedagoga, mas viu nos negócios de acessórios uma oportunidade de trabalhar em casa, para ficar perto dos filhos e ajudar na renda da família. “Não imaginava que daria certo, mas, com a graça de Deus e incentivo de todos os meus familiares e amigos, o negócio deu certo”, conta a artesã que criou o Mimos da Lolô, e já comprou um carro com as vendas de seus produtos.

Para permanecer no grupo, a artesã ressalta que é preciso seguir duas regras principais: “ajudar compartilhando os links de vendas das parceiras, quando forem colocados no grupo; se possível, quando precisar comprar algo que tiver alguém no grupo que venda, dar preferência para adquirir o produto da ‘amiga parceira’”, conta.

Arte e perfumes


Rosana Guibes Amaral aposentou-se como professora há cerca de um ano e viu no artesanato, algo que sempre usou em sala de aula, uma forma de preencher o tempo livre com algo que tivesse horário flexível. Com este pensamento, criou o Ateliê da Ro Personalizados.

“Comecei a fazer sublimação em camisetas e canecas. Há pouco tempo, comecei na papelaria com embalagens, etiquetas e tags, o quais, têm sido bem aceito pelas pessoas. Me sinto realizada através da personalização. Amo o que faço”, completou.

Ao tornar-se mãe pela segunda vez, Edilaine Soares Peres Mews, 31 anos, deixou a empresa onde trabalhou durante oito anos, para cuidar de seu bebê e do filho mais velho. Em casa, viu que precisava continuar a trabalhar de alguma forma, para ajudar o marido nas despesas.

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Foto: Divulgação

“Tive a ideia de vender Natura, Boticário, Avon; chás naturais e joias“, contou. Segundo ela, a arrecadação com o trabalho ainda não rende muito “mais já me ajuda, sempre tenho um dinheirinho”, completou.

O convite de Sandra para agregar o grupo também chegou ao pequeno empreendimento da artesã Rosa Vilas Boas. Mãe de dois filhos já adultos, Rosa sempre teve aptidão para o crochê; porém, nunca havia feito para vender.

Em 2019, ‘meio que por acaso’, como diz, começou a fazer sapatinhos de bebê, “e digo que foi providência Divina, pois, hoje, é uma forma que tenho de ajudar nas despesas de casa, em especial, estou pagando as parcelas da formatura do meu filho, e isso é, para mim, uma alegria sem tamanho”, contou a proprietária do Sapatinhos de Crochê by Rosa Vilas Boas.

Segundo a artesã, o seu foco é, de fato, os sapatinhos de crochê, onde busca o aperfeiçoamento de seus produtos para apresentar aos clientes o melhor na linha de crochês.”Cada sapatinho que faço é com muita alegria e gratidão, é amor e dedicação em cada laçada. Sei que tenho muito a aprender ainda na busca de fazer sempre o meu melhor. Deus é bom a toda hora”, destacou a artesã que fatura de 300 a 500 reais com o negócio.

Jessica Fernanda Francio Arceno, tem 28 anos, e é mãe do Gabriel, de 2 anos. Ela conta que no início da pandemia ficou desempregada e, com a falta de renda, pensou numa forma imediata de sustento para a pequena família. “Foi quando comecei a produzir trufas e cones trufados”, contou.

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Para a jovem mãe, o grupo também foi fundamental para iniciar sua cartilha de clientes, em Garuva. Mas, devido ao excesso de demanda que o novo empreendimento tomava, deixando-a sem tempo para cuidar do filho que foi diagnosticado com autismo, Jéssica decidiu mudar de seguimento.

“Fazer crochê é algo que eu sempre gostei, aprendi muito nova, e sempre vi como um hobby, e percebi que consigo ser mais flexível nos horários que eu vou produzir, e, assim, poder me dedicar mais a ele, e continuar ajudando na renda da casa”, informou a fundadora do Artes em Crochê by Jéssica.

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Hoje, ganhando cerca de 400 reais ao mês, Jéssica destaca o papel fundamental do grupo que surgiu em sua vida após a participação de sua irmã, a Janete. “Consegui mais vendas aqui na cidade, aí uma foi ajudando a outra, e chegamos no número que temos hoje, e tem dado super certo”, afirmou.

Mayara de Oliveira Furtado, 28 anos, também segue os trilhos do crochê para ganhar uma fonte de renda. Mãe de duas crianças, um menino de 4 anos e uma menina de 10, a qual, a mãe revela que já se arrisca nos primeiros pontos de crochê.

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A artesã conta que faz o artesanato desde criança, e a vontade de empreender e trabalhar em casa foi justamente para poder ter mais tempo com as filhos, participando, de perto, de todas as etapas da vida deles.

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Após receber um convite para participar do grupo, viu a oportunidade de conseguir mais clientes que tornaram-se fiéis ao seu trabalho. “Eu faço desde tapetes de crochê até os amigurumis que são bichinhos, bonecas, personagens feito de crochê”, apresenta seus produtos que são vendidos para ajudar nas contas da família.

Doces e salgados

No ramo de alimentícios, a empreendedora Naiara Peres, 28 anos, tomou a decisão de criar um negócio com lanches após seu marido sofrer um grave acidente de trabalho que o impossibilitou de trabalhar. Como não estava com a carteira registrada, a família ficou sem renda.

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“Como eu já, no passado, havia trabalhado com lanches, resolvi começar tudo de novo para a gente ter uma rendinha, para poder nos manter. Tenho três filhos, tinha que fazer alguma coisa por eles, aí foi assim que criei o nome Big Lanches“, lembra. Naiara conta que conheceu o grupo de mulheres empreendedoras da cidade através da irmã Edicleia proprietária da Edi Doces e Salgados, que também faz parte dele. Hoje, com o apoio das colegas com divulgação, as vendas são um sucesso. Ela agradece a Deus e seus clientes pela confiança. “Eu tenho muito orgulho do meu trabalho”, enfatizou.

Há cerca de cinco anos, o marido de Janete Cristina Francio Ponchirolli, 40 anos, também perdeu o emprego. Com muito esforço, juntaram as economias para comprar um caminhão de frete de mudanças. Porém, no ano passado, com a pandemia, a renda da família, que até então era originária deste serviço, decaiu drasticamente.

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Janete, ou ‘Jane’ como é conhecida, já tinha experiência com vendas e começou a pensar, ainda em setembro, numa forma de ajudar na renda da casa. “Onde surgiu a ideia de fazer os geladinhos gourmet, que é algo novo no mercado. Pesquisei bastante, recebi algumas dicas de uma amiga de outra cidade que também faz, e isso me ajudou bastante, além dos cursos on-line”, ressaltou a, agora, proprietária do Sweet Geladinho Gourmet.

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A empreendedora conta que a participação no grupo auxiliou a conquistar os clientes garuvenses, à medida que, no início, vendia apenas para Joinville. Neste verão, chegou a faturar 500 reais por mês com a venda dos geladinhos. “Uma vez por semana saio para fazer entregas, e elas ajudam a divulgar nas suas redes sociais, e, assim, tenho conseguido mais clientes”, destaca e afirma que tem como projeto futuro a fabricação de outros doces, já que no inverno os gelados não são tão consumidos.

Edicleia Peres da Luz tem 33 anos e é outra mãe do grupo que optou pelo trabalho em casa para ficar mais perto dos três filhos. Segundo ela, trabalhou em uma empresa do município e, após 6 anos, decidiu deixar o trabalho. “Foi aí que surgiu a ideia de fazer algo para ganhar um dinheirinho em casa, e, graças a Deus, deu super certo”, contou a empreendedora que criou o Edi Doces e Salgados.

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Edicleia iniciou com a fabricação de pães caseiros e bolo. Ao observar o crescimento do nicho dos ‘kit festas’, viu a oportunidade de aquecer a renda com mais este seguimento, vendendo combos completos de salgados, doces e demais alimentos para festas em geral.

O gás das vendas, foi segundo ela, foi a participação no grupo, quando as colegas ajudaram-na a divulgar aos familiares uma nova confeiteira no ramo de doces e salgados para aniversários.

Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

1 Comment on "Em Garuva, mulheres empreendedoras unem forças para o crescimento de seus negócios"

  1. Iara Eleani Rothbarth Bitencourt | 16/03/2021 at 6:09 pm | Responder

    Parabéns pela iniciativa, é isso ai.

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