Em Garuva, casal que estava intubado com Covid-19 deixa UTI e reencontra filho

Silmara e André deixaram o Hospital Bethesda na noite de ontem, onde estavam internados há cerca de duas semanas

Após cerca de duas semanas intubados com Covid-19, o casal Silmara e André deixaram o Hospital Bethesda na noite de ontem, após receberam alta. A família pôde se reunir novamente após uma longa espera do filho pelo rencontro com os pais. Emocionada, Arlei Zocchetto, mãe de Silmara, agradeceu as inúmeras orações da comunidade pela cura do casal. “Agradecemos imensamente o carinho e as orações de todos”, divulgou em suas redes sociais.

Reencontro foi marcado por emoção, na noite de ontem. Gravação: Acervo

Entenda o caso

A família da professora Silmara Francieli Zocchetto, de 28 anos, e do madeireiro, André Jeovane da Silva, de 29, viveu momentos de angústia após o casal ser intubado devido complicações da Covid-19. De acordo com a irmã de Silmara, Élen Zocchetto, eles apresentaram os primeiros sintomas no início do mês e, nos posteriormente, houve um agravamento do quadro, que resultou na internação do casal na UTI do Hospital Bethesda, em Joinville.

Enzo com os pais, após deixarem o hospital e retornarem para casa. Foto: Acervo

Em entrevista ao Folha Norte SC, Élen, em nome da família do casal, pediu uma corrente de orações. “Nós, da família, com muita fé em Deus, pedimos a todos orações pelos dois, este momento não está sendo fácil; dia após dia, um sofrimento, um aperto no coração, não poder visitar, e receber apenas uma ligação por dia do médico é angustiante”, revelou sobre o casal que tem um filho de apenas três anos.

Segundo a tia, ele estava com a avó materna e perguntava pelos pais diariamente, principalmente na hora de dormir. “Ele faz planos quando o papai e a mamãe voltar ‘eles vão tocar o interfone’ e ele vai correndo atender e abrir o portão para eles, porque, daí, não vão mais estar com o ‘bichinho’”, explicou Élen sobre o sobrinho que aprendeu com a mãe os cuidados necessários para evitar a contaminação com o ‘bichinho’, nome dado por ela ao vírus, para explicá-lo à criança e, assim, orientar de forma lúdica os cuidados necessários para evitá-lo.

Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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