Araquari e São Francisco do Sul retornam para o nível moderado da Matriz de Risco da Covid-19

Mesmo com o avanço dos casos ativos de Covid-19 nos municípios, o mapa de risco considera diferentes indicadores para classificar as regiões

A Matriz de Risco Potencial Regionalizado divulgada neste sábado (8), apontou que Araquari e São Francisco do Sul, assim como os demais municípios da região Nordeste de Santa Catarina, retornaram para nível moderado (azul). Na semana passada, os municípios foram classificados em nível alto (amarelo) devido a piora nos indicadores. Mesmo com o avanço dos casos ativos de Covid-19 nos municípios, o mapa de risco considera diferentes indicadores para classificar as regiões.

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Nova Matriz de Risco foi divulgada neste sábado (8). Arte: Divulgação

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), todas as Regiões da Saúde foram classificadas no alto risco, com exceção de Xanxerê. Diferente da matriz divulgada na semana passada, nenhuma região se encontra no nível grave.

Em relação à transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos que estão no período em que é possível a transmissão da doença e a taxa de reprodução (Rt), ocorreu uma piora no cenário, refletindo o aumento de casos notificados nos últimos dias. Enquanto na matriz divulgada no dia 01 de janeiro todas as regiões estavam no nível alto (1) ou moderado (16), nesta semana a Região Carbonífera foi classificada no nível gravíssimo e as Regiões do Extremo Sul Catarinense e Grande Florianópolis no nível grave. As demais regiões foram classificadas no nível alto (5) e moderado (9).

Importante destacar que o acesso aos sistemas de informação para registro de casos leves, hospitalizações e óbitos de Covid-19 foi restabelecido no fim do mês de dezembro. No dia 9 do mesmo mês, os sistemas que realizam o monitoramento da Covid-19 no Brasil haviam sido afetados devido a um ataque hacker sofrido pelo Ministério da Saúde. Desta forma, desde o restabelecimento, os dados têm sido registrados normalmente nos sistemas pelos municípios, permitindo uma análise da situação que reflete na análise do risco potencial das regiões.

Na capacidade de atenção, as regiões Nordeste e Grande Florianópolis foram classificadas no nível alto (ocupação de 36% e 22%, respectivamente), enquanto as demais foram classificadas no nível moderado, com taxas de ocupação abaixo de 20%. Enquanto na última matriz uma região estava no nível grave nessa dimensão, nesta semana, nenhuma região se encontra neste nível, demonstrando que não existe comprometimento da capacidade de atenção até o momento.

Na dimensão Monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram avaliadas com risco moderado, condição que está melhor em relação à última matriz. Nesta semana, pelo restabelecimento do acesso às informações dos sistemas do Ministério da Saúde, não ocorreu o represamento de dados. Entretanto, a análise demanda cautela, pois o acesso aos dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) ainda não foi restabelecido. Assim, a última informação disponível é do dia 9 de dezembro de 2021, onde 70,24% da população estava com o esquema completo de imunização.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

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