Bailarina de Garuva vende máscaras para participar de Festival de Dança da Disney, na Europa

Rebeca Miriã Antunes, de 17 anos, divide-se entre ensaios e trabalhos para conseguir arrecadar o valor de R$ 27 mil reais

São R$ 27 mil que deverão ser arrecadados até o mês de julho para Rebeca Miriã Antunes, de 17 anos, realizar o maior sonho de sua vida: dançar no programa Disney Performing Arts Workshop Disney Dancin’ em Paris, França, que apresenta grupos de dança do mundo todo, e na Royal Opera House, em Londres, Inglaterra. As apresentações serão de cunho representativo de bailarinos de vários países, e não haverá competições. A jovem, que mora no bairro Vila Verde, em Garuva, foi convidada para participar dos eventos, que devem ocorrer em outubro deste ano. O alto valor que ela deverá arrecadar o quanto antes irá pagar as passagens, alimentação e hospedagem durante os dez dias que permanecerá na Europa.

Rebeca deve arrecadar o valor de R$ 27 mil até julho deste ano.
Foto: Herison Schorr

Na busca para a grande arrecadação, a bailarina conta que divide sua rotina diária trabalhando as pontas dos dedos às pontas dos pés e, até o momento, arrecadou, apenas, cerca de R$ 2 mil para buscar seu sonho no outro lado do Atlântico. “Estamos trabalhando em família para tentar pagar, meu pai está trabalhando como autônomo; minha mãe costura e faz trabalhos manuais junto comigo; eu dou aulas de balé e trabalho no petshop da minha prima aos sábados”, conta a bailarina que também passa por quatro horas diárias de ensaios intensos.

Dos trabalhos manuais realizados com sua mãe, o destaque são as máscaras de proteção contra a Covid-19, que a bailarina viu como uma rápida fonte de arrecadação de dinheiro, devido a demanda. Seus valores variam entre R$ 5 e R$ 7 reais. Com as máscaras prontas, Rebeca segue para uma segunda missão: vendê-las, “pois, por conta da quarentena, eu sou a única pessoa que sai de casa”, destaca sobre a proteção aos seus pais.

Rebeca ao lado da mãe durante a confecção de máscaras de proteção. Foto: Acervo

Os primeiros ensaios

Rebeca lembra que a paixão pelo balé surgiu em Garuva, quando assistiu pela primeira vez as aulas da professora de dança Cleusa de Araújo. Ela conta que, já nos primeiros ensaios, o amor pela dança evoluía, em companhia de suas técnicas que aperfeiçoavam-se.

Além de trabalhar para arrecadar os valores, Rebeca passa quatro horas diárias ensaiando para o grande festival. Foto: Acervo

Após o pai de Rebeca conseguir um emprego provisório em Guarapuava, Paraná, a jovem visitou o Studio de Dança La Bayadère, onde deu continuidade aos ensaios. E foi justamente lá que a jovem foi selecionada para um evento que poderá mudar para sempre sua carreira.”Devido ao meu desempenho, fui convidada para representar o país e a cidade na Europa, onde vamos apresentar coreografias que simbolizam o Brasil, como a Garota de Ipanema”, afirma.

Rebeca em um dia de ensaios. Foto: Acervo

A professora de dança Marcela Mendes admite que antes de Rebeca entrar na companhia, já havia um grupo para participar do Festival europeu, por meio de uma seleção da empresa catarinense Bailarinos Pelo Mundo, que faz viagens para apresentações fora do país, mas, o talento da jovem encantou a fez ser convidada para ser uma nova integrante. “Elas vão ter vivências com escolas da Europa, com a equipe de coreógrafos da Disney, e esta vivência de apresentação é um momento especial que elas vão apresentar nos palcos da Disney Paris“, afirma a professora.

“Pintávamos pano de prato para pagar as aulas de balé”

A costureira Arlete Aparecida Schneider, de 45 anos, se emociona em orgulho ao falar da filha mais velha e do esforço dela e da família para realizar um sonho que começou aos 7 anos de Rebeca. “Pintávamos pano de prato para pagar as aulas de balé”, afirma a mãe.

Arlete enfatiza que, à medida que a sua menina crescia, os sonhos também alcançavam outros patamares. Mas lamenta que, hoje, há uma dificuldade maior para conseguir o valor necessário; porém, a desistência é impensável. “A gente está se esforçando, e, a cada dinheiro que entra, estamos guardando para que ela vá. O custo da viagem é pesado, mas é satisfatório todo este esforço, todo este desempenho; abrir mão desta quantia, mas, como a gente é trabalhador, estamos buscando, lutando, correndo atrás”, confirma Arlete.

Ciente de que ainda falta muito para alcançarem o valor necessário, a família busca apoio de patrocinadores, para, que, com doações e compra de máscaras, ajudem a arrecadar a quantia que ainda falta. Até lá, em uma expectativa positiva, Rebeca já está com o passaporte em mãos, esperando que seu esforço carimbe-o direto para os palcos de sua realização.

Rebeca afirma que já está com o passaporte pronto para a viagem. Foto: Acervo

“A emoção vem, a gente fica orgulhosa em saber que a filha da gente é qualificada para representar o Brasil fora do Brasil, dançando temas e músicas brasileiras, por uma escola que é reconhecida, isso é maravilhoso”, finaliza a mãe.

Para ajudar na campanha de arrecadação da bailarina Rebeca, clique aqui. Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp de Rebeca: 42 98427-4217.

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Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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