Emocionados, profissionais da saúde de Garuva prestam homenagem às vítimas da Covid-19

Município contabiliza 21 mortos pela doença

O dia 19 de março foi escolhido pelo COSEMS/SC Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina para mobilizar os profissionais de saúde do Estado em uma breve paralisação com o objetivo de homenagear as vítimas da Covid-19 e alertar a população sobre os cuidados na pandemia que, neste mês, chega em seu auge letal com cerca de três mil mortes diárias no Brasil.

Município de Garuva contabiliza 21 mortes pela Covid-19. Foto: Herison Schorr

Em Garuva, município que contabiliza 21 vítimas da doença, os profissionais da saúde reuniam-se no Centro de Triagem do Coronavírus, em anexo ao UPA, para lembrar daqueles que partiram ao lutar bravamente contra a Sars-CoV-2, como os trabalhadores da saúde que perderam suas vidas nesta guerra epidemiológica. Com cartazes, médicos, enfermeiros e técnicos prestaram, emocionados, um minuto de silêncio, que foi quebrado pelas sirenes das ambulâncias e pelos aplausos dos presentes.

Profissionais de saúde se emocionaram ao lembrar dos mortos pela pandemia no município. Foto: Herison Schorr

A enfermeira Francisca Alrileide Mesquita Guerra, 50 anos, está na linha de frente no combate à pandemia em Garuva desde os primeiros dias. Emocionada, lamentou a morte de um colega de profissão, médico que atuou ao seu lado na instituição, mas que foi infectado pela Covid-19 e não resistiu às complicações da doença. “Prestou atendimento à população, literalmente deu a vida”, lamentou a profissional que foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a síndrome gripal em Garuva.

Ato reuniu médicos, enfermeiros e demais profissionais da saúde ao lado do Upa de Garuva. Foto: Herison Schorr

Em relação à manifestação, Francisca enfatizou que foi uma demostração de respeito e, além disso, pedir o respeito da população às vítimas da Covid, aos familiares dessas vítimas, e aos profissionais de saúde. Sobre o mês de março, considerado o mais letal desde o início da pandemia, a enfermeira faz um alerta: “Houve um aumento considerável, foram ampliados mais dois leitos, porque nós não temos mais onde colocar. Estamos ampliando leitos, quando deveríamos reduzir”, diz.

Colegas de trabalho lembraram de médico vítima da Covid-19. Foto: Herison Schorr

Neste ano, a enfermeira revela que duas pessoas já morreram de complicações do novo coronavírus no UPA de Garuva, algo que não ocorreu no ano passado. Atualmente, o espaço conta com mais dois semi-leitos de UTI para suprir a demanda de pacientes que tende a subir, à medida que os hospitais de Joinville, onde os infectados mais graves de Garuva eram levados, estão com os leitos praticamente esgotados.

Enfermeira Francisca foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a Covid-19 em Garuva. Foto: Herison Schorr

Para tentar barrar o avanço na pandemia em Garuva, a enfermeira Francisca reafirma as regras necessárias: “Distanciamento, use a máscara e respeite a vida; a sua própria vida, a vida dos familiares, e dos profissionais da saúde. Sem o apoio da população não vamos conseguir”, afirma.

Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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