O II reinado de Rodrigo no país Garuva

Bendito seja o político que permite ser zoado. Amém? Amém. Para começar nossa série de reportagens sobre os prefeitos da região mais chuvosa de Santa Catarina, segundo a Epagri/Ciram e o bolor das paredes das nossas casas, convidamos ele que foi escolhido pelo povo garuvense para seu segundo reinado nas terras de uma possível espécie humana adaptada ao mundo aquático.

Rodrigo Adriany David (MDB), prefeito de Garuva, contou pra gente quais serão suas propostas pra galera jovem e descolada da cidade, além de confessar um crime: ele não sabe fazer nenhuma receita com banana.

Então vamos lá. (Figurinhas de whats retiradas de grupos de fofoca)

Prefeito, é verdade que você é um péssimo jogador de cartas?

Dr. Rodrigo: Como jogador de cartas eu sou um ótimo prefeito rsrs. Mas eu tento e gosto de jogar, um truco sempre vai bem na companhia de amigos. No poker é diferente, tenho uns patos de carteirinha. É um esporte para a mente, ótimo para exercitar o raciocínio.

O que os jovens de Garuva podem esperar de sua gestão?

Dr. Rodrigo: Os jovens são o futuro da nossa cidade. Podem esperar muito comprometimento com o dinheiro público da minha parte e do Seu Tino e ter um prefeito e vice do qual se orgulhem. Vamos realizar as obras e ações com as quais nos prometeram durante a campanha, que farão com que a nossa cidade cresça cada vez mais e que façam com que Garuva seja ainda melhor no futuro.

Quais são seus projetos para atividades esportivas e culturais voltadas aos jovens do município?

Dr. Rodrigo: Vamos valorizar a cultura da nossa gente, que é o que temos na essência. Vamos apoiar e incentivar os grupos locais, ampliar a feira do livro, oficinas de leitura, línguas, troca de experiências culturais e resgatar nossa história. No esporte, vamos criar ainda mais espaços de lazer com quadras poliesportivas com academia ao ar livre, como as que criamos no nosso primeiro mandato, para incentivar as práticas esportivas.

Vamos ampliar o Programa Sou Esporte, Sou Garuva, trazendo mais modalidades e atingindo um número ainda maior de participantes e criar uma área para caminhada junto ao Centro de Inovação, Eventos e Coworking, da qual já temos até uma parte de dinheiro reservada através de dotação orçamentária, para iniciarmos a obra.

Vamos investir também no ciclismo, que tem cada vez crescido mais aqui na região. Eu mesmo aderi ao esporte e gosto muito de pedalar. Vamos construir uma pista de montain bike, criar eventos esportivos e espalhar placas mostrando os segmentos de ciclismo aqui da cidade. Nós temos muitos locais que são utilizados pelo ciclistas da região, como o caminho até a Divisa, que eu sempre faço. Vai até lá na ponte e volta, sempre pela beira do rio. Uma beleza incrível, um ar puro, propício para uma boa pedalada e que precisamos aproveitar melhor.

#aguardemos

O que já fez para os adolescentes em sua gestão passada?

Dr. Rodrigo: O primeiro passo é dar uma educação de qualidade para os nossos jovens e temos investido nisso. Os índices de educação mostram que estamos no caminho certo. Iniciamos um projeto para reforma e reestruturação de todas as escolas já existentes, sempre procurando investir na capacitação dos nossos profissionais.

Demos início a construção da nova escola do Giorgia Paula que em breve estará em funcionamento. O Programa Sou Esporte, Sou Garuva, que criamos lá em 2017, já funciona muito bem e é muito aproveitado pelos nossos jovens, assim com o Musicart. Nós precisamos oferecer serviços públicos para que eles tenham opções de lazer e entretenimento no tempo livre. Construímos a estação da juventude no Centro, com quadra de voleibol, futsal e a tão sonhada pista de skate. Criamos ainda a quadra poliesportiva no São João Abaixo, Giorgia Paula e Vila Trevo.

Auxílio transporte para universitários? Sobe, desce ou mantém o mesmo valor?

Dr. Rodrigo: Nós estamos criando agora uma portaria, para lançar o edital referente ao auxílio transporte para esse ano. Com o retorno as aulas presenciais, vamos garantir que os alunos de ensino superior possam, no mínimo, ter a mesma porcentagem de auxílio para este ano, ajudando sempre as pessoas que mais precisam.

Nós tomamos o cuidado de fazer a mudança na forma de auxiliar. Não era justo que um aluno em que o pai tinha renda as vezes de mais de R$ 10 mil ter a mesma ajuda de custo que uma família que tenha renda de um salário mínimo.

Quando Garuva terá mais filiais de universidades? Há a possibilidade de algum ensino superior público para os jovens do município?

Dr. Rodrigo: Garuva tem filial de ensino superior aqui no município, mas concordo que precisamos trabalhar nisso. Eu acho que, quando a cidade cresce, tudo cresce junto. Nós vamos continuar a evoluir como cidade, assim como crescemos nos últimos anos e isso tende a ser cada vez um crescimento maior. E é automático, as universidades privadas vão querer estar em Garuva, porque aqui vai ter demanda. É um processo de construção e acreditamos estar no caminho certo.

Primeiro emprego. Há projetos para estimulá-lo nos comércios e empresas do município?

Dr. Rodrigo: Temos sim. Chama-se Espaço 4.0 e muito em breve vai ser realidade. Garuva vai crescer muito nos próximos anos e vamos precisar ter mão de obra qualificada.

Esse espaço é uma parceria que conseguimos junto ao Governo Federal, onde vamos montar uma unidade equipada com tecnologia de última geração para capitação de jovens, onde serão ofertados cursos de desenho 2D, desenho e impressão 3D, introdução e programação web, desenvolvimento de aplicativos, montagem e manutenção de computadores e análise e interpretação de esquemas elétricos de notebook, instalação e configuração de redes de computadores, eletrônica básica e robótica educacional.

Como foi sua adolescência em Garuva?

Dr. Rodrigo: A minha adolescência em Garuva foi muito boa, tenho amizades que perduram até hoje e grandes lembranças. Lógico que isso faz muito tempo (rsrs) e tudo era diferente, a cidade era menor, com menos infraestrutura e isso fazia com que tudo fosse mais tranquilo por aqui. Mas isso me faz sempre pensar que meu sonho era de que Garuva se desenvolvesse, mas não deixasse de lado os cuidados com o que temos de melhor, a nossa natureza. E isso são coisas que eu trago da adolescência para a vida pública hoje.

O que os adolescentes de Garuva faziam para se divertir na sua época?

Dr. Rodrigo: A gente jogava bola na rua, tinha o campinho de areia ali no Piquete, que era só uma areia de praia e as traves que eram feitas por quem usava lá. Nós utilizávamos muito a praça para correr e brincar. Fora isso, não tinha muita coisa não. Desse tempo que vem também a minha preocupação na criação de espaços para que as crianças e adolescentes possam ter onde brincar com segurança.

Quais personagens do município marcaram sua infância?

Dr. Rodrigo: São muitos né. Tinha o picolé de Q’Suco do Bar do Marinho, o sorvete do Seu Pedro Palandi. Tinham as rixas do futebol local (União, Mokoka, Vasquinho), que sempre eram assunto divertido. Na política, me marcou muito a gestão do Saul Zamboni e Sidnei Pensky, que foram ótimos prefeitos e marcaram em seus tempos.

Quais eram suas bandas e músicas favoritas?

Dr. Rodrigo: Vamos ficar com o som dos anos 80, que tocavam na Scar ou Degraus. Titãs, Legião, U2, Dire Straits e por aí vai.

Sdds Muralha (quem lembra)

O que imaginava que faria na vida adulta? Tinha pretensão para a política? 

Dr. Rodrigo: Desde criança, já me imaginava médico, cuidando das pessoas. E é a minha profissão, é pra onde vou voltar quando esse período terminar, é o que eu amo fazer. Pretensão política nunca tive, mas chegou um momento em que a política estava tão desacreditada aqui em Garuva, que as pessoas acabavam me procurando e falando: “Doutor, o senhor tem que ser o nosso prefeito”. Eu não ligava muito no começo, achava que estavam falando apenas por falar.

Mas chegou um momento, que eu percebi que eu poderia mesmo fazer a diferença, mas resisti durante um tempo. Foram longas conversas com a minha esposa Isa, que sempre me apoiou e falava que Garuva precisava de alguém com postura, honestidade e competência. Foi então que o assunto se tornou cada vez mais presente. Mas eu não poderia ser o mesmo político que todos foram, então precisava achar as pessoas certas para estar do meu lado. Quando acertamos a coligação com o Seu Tino para vice, eu tive a certeza de que estava fazendo a escolha certa.

Curtia videogame? Qual jogo favorito e time do coração?

Dr. Rodrigo: Curtia sim e jogo até hoje. Lógico que os jogos mudaram muito desde aquela época, eu jogava Atari. Hoje os jogos são muito mais avançados. O meu filho Caio gosta muito de jogar Lokis e sempre que dá eu procuro jogar uma partida com ele. Meu time do coração é o São Paulo, embalado pelos títulos dos anos 90. E claro, o nosso Jec né, que torço muito para que volte a ser vencedor.

Algumas famílias ainda enfrentam dificuldades para reconstruírem suas casas devido ao ciclone bomba. Há alguma ação encaminhada para ajudá-los?

Dr. Rodrigo: Tentamos naquele momento criar uma ajuda rápida para a população, porque foi desesperador. Eu estava na prefeitura na hora do vendaval e via da janela do gabinete o estrago sendo feito. Quando saí da sala para ver o que tinha acontecido, sabia que as pessoas esperariam atitudes rápidas da minha parte.

Foram dias incansáveis, de muito trabalho, não podíamos parar, porque muita gente precisava de ajuda. Fomos a prefeitura da região que mais teve resposta rápida após a passagem do ciclone. Acabamos nos tornando um modelo de agilidade para as outras cidades, quanto a criação de um espaço para receber as pessoas que precisavam, na distribuição de ethernites para a população, que naquele momento não conseguia nem comprar no comércio local.

O Estado inteiro estava passando por escassez, porque várias cidades foram atingidas. E nós conseguimos, foram várias madrugadas na prefeitura preenchendo relatórios para que isso pudesse acontecer de forma rápida, antes que a próxima chuva chegasse.

Quanto as casas, nós temos um processo de construção de 11 casas pré-fabricadas junto a Defesa Civil do estado, onde aguardamos a liberação por parte deles. Já naquele momento, quando a Defesa Civil nos falou sobre a possibilidade da construção destas casas, disponibilizamos um terreno que será doado pela prefeitura, como contrapartida a construção dessas casas pré-fabricadas. O governo federal já liberou o recurso e estamos aderindo a licitação da Defesa Civil de Santa Catarina para atender essas famílias.

Algumas ‘cabeças rolaram’ de sua gestão anterior para esta. O que foi decisivo para as trocas de comandos?

Dr. Rodrigo: Gestão nova e nós precisamos de ideias novas. Não diria que cabeças rolaram e sim que algumas mudanças eram necessárias para colocar em prática os nossos planos do segundo mandato. Acredito que o próximo ano será ainda mais decisivo, quando faremos uma reestruturação completa na prefeitura.

Vai contar tudo pra sua mãe, Kiko!

Cite uma receita com o ingrediente principal: banana.

Dr. Rodrigo: Eu como cozinheiro sou um ótimo médico rsrs. Mas eu gosto de cuca de banana com farofa. É bem fácil de fazer. Eu sempre procuro as receitas na internet e sigo elas, daí sai certinho.

Muitos jovens iniciam suas rendas com empreendedorismo. Haverá incentivo para este seguimento?

Dr. Rodrigo: Garuva tem muito potencial para empreender, eu mesmo empreendi aqui na cidade. Acredito que a CDL e a Acig tem feito um trabalho muito legal nesta parte, assim como a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Hoje é muito fácil abrir uma empresa e agilizamos todo o processo na prefeitura, que é feito em poucos dias. Algumas vezes ao ano, convidamos o Sebrae para trazer o veículo, que fica na frente da Prefeitura para auxiliar essas pessoas que tenham o interesse de empreender. Ali, é possível conversar e trocar ideias com pessoas que tem total conhecimento de empreendedorismo e consegue até saber sobre financiamentos ofertados a juro zero para quem quer empreender e precisava de uma ajuda pra começar.

Por que deixou a medicina para ser político?

Dr. Rodrigo: Acredito que acabei respondendo em uma questão anterior. O momento político exigia que tivéssemos pessoas novas na política. Pessoas com honestidade, com comprometimento, postura e conhecimento para administrar a nossa cidade.

O que é mais difícil: fazer uma sutura ou ter que ceder em alguns casos para agraciar os conchavos políticos? 

Dr. Rodrigo: Sutura é bem simples! Política com certeza é mais difícil. Acredito que a nossa forma de agir, com esse comprometimento com os recursos do município, acabam afastando as pessoas que tenham maus interesses, o que acaba facilitando a nossa forma de governar. Se a gente tivesse um histórico diferente disso, as pessoas acabariam utilizando isso para nos forçar algum tipo de situação. Mas nem eu e nem o Seu Tino aceitamos isso. Temos escolhido sempre nossa equipe pelas competências que as pessoas tem sobre o assunto.

#vem

Qual foi o maior erro e o maior acerto de sua gestão passada?

Dr. Rodrigo: A parte burocrática que a gente encontra na administração pública, que não temos essa visão quando estamos de fora, acaba por atrasar muita coisa. Então a gente queria que tudo acontecesse mais rápido e nem sempre acaba sendo assim, as coisas demoram mais na administração pública, tem que ser sempre algo pensado lá atrás para dar frutos lá na frente.

Mas foram muitos acertos, muitos projetos, muito trabalho. Não deixei nunca de ouvir as pessoas, de andar pela cidade para verificar no que a gente poderia melhor, sempre pensando lá na frente. O trabalho está aí nas ruas, todo mundo vê a diferença na cidade.

Na sua opinião, qual a importância do jovem se interessar pela política?

Dr. Rodrigo: Os jovens de hoje acabaram pegando toda uma situação no país, que fez muitos deles desacreditarem na política. Mas é isso que todo o mau político quer. Nós precisamos da participação dos jovens na política. A grande maioria dos meus cargos são preenchidos por jovens.

Jovem é pró-ativo, tem ideias novas e vontade de aprender e fazer a diferença. Quanto mais jovens interessados na política, mais a cidade e o país cresce. Lógico que o jovem antenado vai saber aproveitar também os ensinamentos da velha guarda. Não se desperdiçar a voz da experiência.

Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

3 Comments on "O II reinado de Rodrigo no país Garuva"

  1. Jose carlos Mancio | fevereiro 28, 2021 at 1:26 pm | Responder

    Pelo caovi não fez nada nas ruas tá uma porcaria? Nois aqui Samos últimos na zona rural

  2. Dr.Rodrigo e seu Tino merecem todo nosso respeito!
    Sucesso e proteção…

  3. Ele é um rei mesmo até mandou (cortar) a cabeça dos Professores ACTs, mais de 50, pensa 50 profissionais que estão desempregados em plena pandemia, e quando foram pelo menos tem um diálogo com a vossa majestade, ele simplesmente os ignorou, triste… Triste reinado.

Deixe um comentário

Seu email não será publicado


*