Com 74 anos, primeira médica de Itapoá comemora cura de Covid-19 após 30 dias na UTI

Moradores do município receberam Gladis Stock Fonseca com festa

São quase 50 anos de história na vida da médica Gladis Stock Fonseca, 74 anos, dedicados aos cuidados a pacientes em Curitiba e Itapoá, onde vive há mais de 30 anos. Em dezembro de 2020, o vírus da Covid-19, diferente de tantos outros que combateu em sua jornada na saúde, tentou lhe tirar a vida.

Vídeo gravado por familiares após Gladis sair da UTI. Gravação: Acervo

Foram 41 dias internada no hospital, sendo que, 30 deles, passou entubada na UTI, em Joinville. Hipertensa e com idade de risco, durante este período, vivenciou longe da família o Natal e o 74° aniversário lutando por uma nova chance de viver. Em entrevista ao Folha Norte SC, Gladis conta que não tem muitas lembranças do período que esteve internada, e nem teve tempo para pensar sobre medos, saudade e outros sentimentos, “pois foi tudo muito rápido”, contou.

Menino itapoaense homenageia a médica após sua chegada no município. Foto: Acervo


Consciente do perigo do vírus, desde as primeiras notícias sobre ele, e sobre a morte de amigos próximos pela doença, a médica, que teve 30% do pulmão comprometido, estava cumprindo o isolamento e não sabe como pegou a Covid-19. Ela faz um alerta: “O vírus existe, e as pessoas não podem subestimá-lo, e devem cada vez mais continuar cuidado e prevenindo para não pegar a doença. Pois, qualquer descuido, pode ter graves consequências”, enfatizou. Após receber alta, no dia 2 de fevereiro, a médica foi recebida com carinho pelos familiares e moradores de Itapoá.

Delly Maciel, 23 anos, é afilhado de Gladis e, assim como os demais membros da família e amigos, acompanhou dias de angústia com as mensagens que recebia sobre a piora do quadro da médica. Porém, no final de janeiro, as mensagens tornaram-se mais acalentadoras. “Graças a Deus e aos amigos que apoiaram enviando pensamentos positivas e orações, enfim, a Dra Gladis teve alta e venceu a Covid-19”, comemorou.

Delly com sua madrinha. Foto: Acervo

História com Itapoá

Gladis mudou-se para Itapoá dois anos após o município emancipar-se de Garuva. Ela conta que já trabalhava como médica em Curitiba e, após saber de um concurso público no município do litoral catarinense, optou por concorrer à única vaga. “Como já tinha casa em Itapoá e gostava da cidade, fiz o concurso. Passei em segundo lugar; o primeiro colocado não assumiu e eu fui chamada”, lembra. Desta forma, Gladis tornou-se a primeira médica mulher do município e conta orgulhosa que atuou nas gestões de todos os prefeitos que já comandaram Itapoá.

Gladis recebendo o título de cidadã honorária de Itapoá, no ano de 2019. Foto: Acervo

Ainda com cerca de 4 mil habitantes, os atendimentos de saúde em Itapoá eram realizados em um pequeno posto na vila de pescadores, onde a médica trabalhava durante o dia; a noite, quando havia uma emergência, Gladis dirigia-se ao local, ou recebia o paciente em sua própria casa.

Hoje, ela conta que viu uma grande evolução na saúde do município, que, segundo ela, melhorou em cada gestão. Agora aposentada, espera que as deficiências ainda existentes no setor sejam sanadas ao decorrer dos anos.

Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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1 Comment on "Com 74 anos, primeira médica de Itapoá comemora cura de Covid-19 após 30 dias na UTI"

  1. Glória a Deus pela recuperação da dra Gladis.Amo.

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