Araquari: Praia própria para uso recreativo; análise aponta qualidade da água na Barra do Itapocu

A análise da água realizada entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano, apontou que a água é própria, na categoria excelente para o uso recreativo e permite a prática de esportes aquáticos, como a natação

Fundação Municipal do Meio Ambiente de Araquari (Fundema) traz uma boa notícia para os moradores e turistas que frequentam a praia da Barra do Itapocu. A análise da água realizada entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano, apontou que a água é própria, na categoria excelente para o uso recreativo e permite a prática de esportes aquáticos, como a natação. 

De acordo com a gerente técnica de gestão ambiental da Fundema, Mayara Pereira Silva, para obter a balneabilidade da Praia da Barra do Itapocu foram determinados quatro pontos de coleta. “Esses pontos foram estabelecidos em função da ponte pênsil que têm constante frequência de banhistas e turistas, como também em áreas onde existe a interferência na qualidade da água, devido à proximidade com a Lagoa da Cruz”, informa Mayara.
 
As amostras foram coletas durante um período de cinco semanas consecutivas, sendo um total de 20 amostras. “Nós analisamos a concentração de indicadores microbiológicos por e.coli, uma vez que ele é conhecido por ser mais restritivo em todos os locais de coleta, no qual foi obtido valores inferiores a 800 Unidades Formadoras de Colônia por mililitro, que estabelecem que as águas são consideradas próprias para uso recreativo”, diz a gerente técnica. 

Barra do Itapocu, em Araquari. Foto: Prefeitura de Araquari

Segundo Mayara, o objetivo da Fundema é manter o monitoramento da qualidade da água, buscando parcerias com a comunidade local, loteadores, instituições de ensino, assim como com a Prefeitura. “Nós pretendemos desenvolver ações preventivas para proporcionar um ambiente limpo e livre de contaminação para os moradores e turistas, e ainda fomentar o desenvolvimento turístico e econômico do município”. 

Análise da água da Lagoa da Cruz

Em novembro do ano passado, a Fundema também realizou a análise da água da Lagoa da Cruz e constatou melhorias na qualidade da água, com relação à análise realizada em janeiro do mesmo ano. Entre os parâmetros analisados, todos estavam dentro do exigido pela legislação, apenas o ponto 6 apontou aumento de coliformes que a Fundema seguiu investigando. 

E após a denúncia de moradores do local, que constataram o aparecimento de alguns peixes mortos, uma nova análise foi realizada nos dois pontos evidenciados. O resultado apontou que não houve alteração significativa. “A partir do laudo, acreditamos que o que pode ter causado a morte desses animais é o fato de que alguns dias anteriores ao evento, tivemos fortes chuvas em toda a região e com isso, os resíduos sanitários que estavam retidos nas galerias pluviais foram arrastados para a lagoa, levando a diminuição na quantidade de oxigênio dissolvido na água”, explica Mayara. 

Nessa segunda análise, os valores de oxigênio dissolvidos estavam um pouco abaixo dos encontrados nas campanhas anteriores de análise da água da Lagoa da Cruz, mesmo assim, ainda atendendo ao estipulado pela resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA 357/2005). 

A Fundema também já vem executando trabalhos de fiscalização, orientação e levantamento de informações sobre o lançamento de efluentes sanitários de origem residencial na Barra do Itapocu, que estão dentro do Plano de Melhoria da Qualidade Ambiental. “Nós estaremos reforçando ainda, em especial nesta região, a importância da instalação e limpeza dos sistemas de tratamento individual, como as fossas filtros”, diz.


Confira os relatórios: 

Relatório de 7 de dezembro de 2020

Relatório de 14 de dezembro de 2020

Relatório de 21 de dezembro de 2020

Relatório de 28 de dezembro de 2020

Relatório de 4 de janeiro de 2021 

Relatório de Balneabilidade da Praia da Barra do Itapocu – janeiro de 2021

Relatório de ensaio da Lagoa da Cruz

Relatório de avaliação da Lagoa da Cruz

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