Moradores da rua Hermínio Dagnoni, em Itapoá, reclamam de inundações frequentes no local

Em entrevista ao Folha Norte SC, a secretária de Obras e Serviços Públicos de Itapoá, Stéfanie Liara Castilho de Aguiar, afirma que está ciente do problema da rua e que há um projeto de pavimentação

As chuvas de verão tornaram-se um frequente transtorno para as famílias da rua Hermínio Dagnoni, no bairro Itapema do Norte, em Itapoá. De acordo com os moradores, em todos os anos, o local sobre com enxurradas que invadem as casas causando transtornos e perdas de móveis.

Gravação: Divulgação

A servidora pública estadual Sonia Cassia Balbinotti, 56 anos, mora em Londrina (PR) e tem uma casa de veraneio na rua. Ela afirma que, cerca de três vezes por ano, sofre com o alagamento da rua, tendo prejuízos financeiros com os estragos. “Precisamos urgente de providências por parte do poder público que tange ao escoamento e drenagem da água da chuva”, enfatiza.

Na semana passada, vizinhos filmaram o estrago feito na casa de Sonia com a enxurrada que assolou o município:

Casa de Sonia alagada. Gravação: Divulgação

Everaldo Avila, 50 anos, militar da reserva do exército, comprou e construiu uma casa na rua há cerca de seis anos. De acordo com o morador, vizinhos relataram desde o início das obras os transtornos que a chuva causava na rua.

Foto: Divulgação

Mesmo com o terreno aterrado, Everaldo afirma que, todos os anos, convive com os transtornos causados pelo alagamento que acaba trancando a rua. Desde o primeiro dia morando no local, ele contabilizou 20 alagamentos. “É recorrente há muitos anos e nenhuma providência é tomada. Todos ali pagam seus impostos corretamente, são pessoas trabalhadoras e estão se incomodando há muitos anos sobre isso aí. Existem vários protocolos na Prefeitura, eu, inclusive, tenho o meu, está lá, mas todos os moradores protocolaram pedidos, e, ano após ano, nada é feito”, diz.

Gravação: Divulgação

A família de Josy Barros Fogagnolo mora há mais de 30 anos na rua Hermínio Dagnoni. Ela conta que, no início, com a construção das casas, houve um ‘trancamento’ da rua, onde não há espaço para a água escoar. Outro problema apresentado por Josy foi a obstrução de um dos bueiros, que escoava a água, por um vizinho. “Não tem mais bueiro para escorrer a água, o único que tinha foi entupido, então está complicado. Ninguém soluciona este problema”, lamenta.

Família de Josy mora há mais de trinta anos no local. Foto: Divulgação

Grupo no whats para alertar sobre alagamentos

Para avisar os moradores, principalmente, os veranistas que possuem casas no local, um grupo de alerta de alagamentos foi criado pelas famílias da rua, no ano de 2017, quando houve uma grande inundação no local.

Grupo ajuda a informar os donos das casas de veraneio sobre as enxurradas. Foto: Divulgação

A família da jornalista Maria Luiza Parisotto possui uma casa de veraneio na rua e, de acordo com ela, também já teve perdas significativas com as enxurradas. Criadora do grupo, ela conta que, atualmente, ele possui 15 membros, e também serve para vigilância do local. “Como têm três moradores fixos por lá, eles acabam mandando fotos das casas, informando, e a gente vai conversando sobre a situação da rua. Ele também serve como uma forma da gente se unir para ir em busca de alternativas”, ressalta.

Em entrevista ao Folha Norte SC, a secretária de Obras e Serviços Públicos de Itapoá, Stéfanie Liara Castilho de Aguiar, afirma que está ciente do problema da rua e que há um projeto de pavimentação do local, entre a Avenida das Margaridas e a Ana Maria Rodrigues de Freitas.

“Já temos um projeto sendo confeccionado, para encaminharmos à licitação. É uma rua que não tem drenagem, então, não tem escoamento para lagos pluviais, mas que estamos vendo para solucionar”, afirmou.

Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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