Desempregados e com bebê na família, pais francisquenses têm casa arrasada por enxurrada

Não tinha mais nada para salvar, não sobrou mais nada”, contou Kamilla Thayna Madruga da Silva, 26 anos, moradora do Acaraí, bairro mais afetado pela enxurrada no município

Ao olhar para o passado, as memórias do terrível temporal, que atingiu São Francisco do Sul na noite de 31 de dezembro, ainda estão nas lembranças da professora Kamilla Thayna Madruga da Silva, 26 anos, moradora do Acaraí, bairro mais afetado pela enxurrada no município.

Gravação: Divulgação

Ao olhar para o presente, a profissional vê todos os seus móveis e seu simples lar de madeira destruídos pela enxurrada, que pegou de surpresa a família composta pelo esposo e pelos filhos de 6 anos e um bebê de apenas onze meses. Além disso, observa seu contrato como professora ACT (Admissão de Professores em Caráter Temporário) acabar, deixando-a desempregada, assim como seu marido.

Nível da água atingiu a altura das janelas da casa. Foto: Divulgação

Ao olhar para o futuro, ela e o marido não sabem o que farão, sem renda, para reconstruir suas vidas e comprar, novamente, as roupas e brinquedos dos filhos, levados pela correnteza.

Desempregados, família fez campanha nas redes sociais para conseguir o dinheiro que será usado na reconstrução do lar. Foto: Divulgação

“Não sobrou nada”

O que era para ser mais uma noite de celebração na casa da mãe de Kamilla, tornou-se, de início, aflição com a notícia de que as casas do bairro onde mora estavam sendo alagadas pela enxurrada. “Meu marido foi lá dar uma olhada lá em casa, aí a gente ligou para minha sogra – que mora nos fundos – que disse que ainda não estava enchendo, aí meia hora depois já estava pela metade da casa. Não tinha mais nada para salvar, não sobrou mais nada”, contou.

Abrigados na casa da mãe, a professora decidiu criar uma campanha de arrecadação on-line, como única alternativa de conseguir rapidamente o dinheiro para reestruturar seu lar.

Para os leitores que quiserem colaborar com a campanha da professora Kamilla, clique aqui.

Mais informações, entre em contato pelo Whatsapp: 47 98463-8784.

Texto: Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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