“A vacina, pra mim, significa respeito à vida”, diz primeira imunizada de Garuva

A enfermeira Francisca Alrileide Mesquita Guerra, de 50 anos, trabalha desde o início da pandemia na linha de frente do combate ao coronavírus em Garuva

A primeira dose de vacina contra Covid-19 aplicada em Garuva ocorreu na manhã desta quarta-feira (20). A primeira pessoa vacinada no município é a enfermeira Francisca Alrileide Mesquita Guerra, de 50 anos, conhecida como enfermeira Alri.

Gravação: Prefeitura de Garuva

Alri é concursada no município desde 2010, onde atua na atenção básica. Atualmente, faz parte da equipe do Centro de Referência ao Coronavírus, com apoio de médicos, técnicos de enfermagem, recepcionistas e auxiliar de serviços gerais.

“Estou muito orgulhosa. A vacina, pra mim, significa respeito à vida. Respeito à minha vida e à vida daqueles a quem eu quero bem. A vida é pra ser comemorada com as pessoas que amamos, com a família, com amigos. Então, a vacina representa poder voltar a abraçar as pessoas sem medo de poder passar uma doença para as pessoas que a gente tanto ama”, afirmou a enfermeira.

Questionada sobre o receio de reações do medicamento, Alri disse que não tem medo da vacina, mas da doença. “A vacina foi pesquisada, fabricada e desenvolvida por cientistas que estudaram para isso. Eu tenho medo é do vírus que já levou no nosso país mais de 200 mil vidas e 15 pessoas de Garuva. São 15 famílias do município que perderam seu ente querido”, explicou.

Durante a imunização, Alri fez questão de deixar um recado para a população: “Não tenham medo da vacina. O vírus continua matando, causando dor e desespero. A vacina veio para nos devolver a vida sem medo. Sou grata à ciência e a Deus por dotar o ser humano de inteligência e sabedoria, para poder desenvolver medicamentos e vacinas que possam combater essas doenças e possam nos permitir conviver em sociedade”, destacou.

A aplicação da primeira vacina foi realizada por Cátia Regina Leandro, técnica em enfermagem e servidora efetiva do município há 16 anos, hoje Cátia atua na Vigilância Epidemiológica do município. De acordo com a enfermeira, devido a pouca quantidade de doses recebidas nesse primeiro momento, foi necessário priorizar os funcionários da linha de frente. “Recebemos poucas doses nesse primeiro momento e, por isso, priorizamos as pessoas que estão na linha de frente e atuam diretamente no combate ao Covid-19. Assim que chegarem novas doses, vacinaremos a equipe de saúde por completo e a população idosa”, disse.

Cátia ressaltou a importância de manter os cuidados mesmo após a vacinação. “Ainda não poderemos deixar os cuidados de higiene, distanciamento e utilização de máscara de lado, já que as vacinas se mostraram eficazes contra o desenvolvimento de sintomas da Covid-19, mas, como nem todas as pessoas irão receber a vacina de imediato, os cuidados devem continuar para proteção dessas pessoas. A vacina nos enche de orgulho e esperança, é a partir dela que poderemos recomeçar em um futuro breve”, finalizou a chefe do setor de Vigilância em Saúde.

A população indígena também recebeu doses para iniciar a vacinação. A Aldeia indígena Tarumã, no bairro Urubuquara, recebe 23 doses da vacina, que será aplicado pelo enfermeiro responsável pela aldeia.

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