Conheça o livro que faz uma viagem ao passado de Campo Alegre

Escrita pelo joinvilense Lauro Schwarz, 74 anos, a obra é composta por 12 capítulos distribuídos em 301 páginas, que abordam exclusivamente o município serrado e a história de seus primeiros moradores

O livro ‘À sombra das araucárias‘ tornou-se mais uma opção para aqueles que apreciam reviver a história de Campo Alegre. Escrita pelo joinvilense Lauro Schwarz, 74 anos, a obra é composta por 12 capítulos distribuídos em 301 páginas, que abordam exclusivamente o município serrano e a história de seus primeiros moradores.

Obra do escritor joinvilense Lauro Schwarz. Foto: Divulgação

O escritor conta que a vontade de colocar no papel as memórias de Campo Alegre surgiu a pedidos de amigos e demais leitores que acompanhavam seu projeto de exposição de fotos com informações históricas em um grupo no Facebook. “A construção não foi trabalhosa, porque foi apenas uma atualização de temas já abordados de forma resumida nas páginas sociais”, destaca Lauro que levou cerca de seis meses para concluir o livro.

Descobrindo os capítulos

Como mencionado no início da matéria, Lauro dividiu sua obra em 12 capítulos. Ele fez questão de fazer um breve resumo para apresentar aos leitores do Folha Norte SC quais os assuntos abordados em cada um. Acompanhe:

O primeiro capítulo

a) – Uma especulação fundamentada sobre quem foram nossos primeiros habitantes e nossas origens geográficas a partir de um mapa do Brasil de 1830;

b) – Rápida abordagem sobre a possível passagem do espanhol Alvar Nunez Cabeza de Vaca pelos campos do Alto Quiriri;

c) – A construção da Estrada Dona Francisca e a Questão dos Limites com o Província do Paraná;

d) – Serviço de diligências ligando Joinville e São Bento passando por Campo Alegre;

e) – Bastidores da Emancipação Política;

Casa do Sr. João Domingos em Campo Alegre.
Imagem captada no final do século 19 ou início do século 20. Foto: Acervo

f) – A dualidade do Conselho Municipal em 1899;

g) – O incêndio da velha Prefeitura;

h) – A historia de uma velha residência em São Miguel que foi Hotel, Hospital de Campanha e residência;

i) – Registro interessante sobre a inauguração de uma ponte em 1906;

j) – Nosso primeiro Código de Posturas;

Deposito de erva mate Tupa. Foto: Acervo Lauro Schwarz

k) – Uma pitoresca reunião política nos anos 30;

l) – O primeiro automóvel a circular pela Dona Francisca;

m) – A primeira moto a transitar por Campo Alegre;

n) – O primeiro automóvel de Campo Alegre;

o)- O primeiro médico;

Primeiras construções de Campo Alegre. Foto Acervo Fatima Hofmann

p) – As festivas tardes no Faxinal;

q) – Curiosidades históricas;

r) – A Revolução de 30 em Campo Alegre;

s) – A primeira agência bancária;

t) – Os jornais de Campo Alegre.

Capítulo dois

Nossa gente: Francisco Antônio Duarte, Lebon Régis, Manoel Pedro da Silveira, Plácido Olímpio de Oliveira, Maria Dorinha de Amorim, Adolar Schwarz, Athanagildo Schmitt, Padre Luiz Eduardo Gilg e a construção do Hospital São Luiz.


Prédio localizado na Avenida Bento de Amorim onde funcionava uma escola para meninos. Foto: Acervo

Capítulos três

Personagens contemporâneos que ficarão na história.

Capítulo quatro

Personagens que me marcaram.

Capítulo cinco

Nossa Economia.

Capítulo seis

Turismo.

Capítulo sete

Cultura.

Capítulo oito

Esportes.

Atualmente demolido, um antigo casarão na Avenida Getúlio Vargas, em Campo Alegre. Foto: Acervo Rita Maria Schuck.

Capítulo nove

Os anos 60.

Capítulo dez

Variedades.

Capítulo onze

Costumes.

Capítulo doze

Um passeios pelas principais rua da cidade nos anos 50, focando nas residências e moradores da época.

Um personagem especial

Para o escritor, de todos os personagens que descobriu na história de Campo Alegre, um lhe cativou. Seu nome: Francisco Antônio Duarte, o qual, Lauro denomina como ‘injustiçado’ por não receber os méritos que deveria, pela grande contribuição ao município de Campo Alegre.

Lauro conta que Francisco Antônio Duarte, pela sua origem humilde, venceu na vida tornando-se um grande comerciante e um grande benemérito do município. Construiu a primeira Usina Elétrica da cidade, manteve o quinzenário A Voz do Povo por dois anos, além de oferecer aos moradores o primeiro cinema municipal.

Francisco Antônio Duarte com a família. Foto: Acervo

Outras ações de Francisco em Campo Alegre foi trazer o primeiro padre do município e o hospedou até a conclusão da Casa Paroquial; doou alguns terrenos para abrigar escolas; facilitava a sessão de propriedades e terrenos para quem se dispusesse a iniciar novos negócios gerando emprego e renda, como ocorreu com a Lorenz na Cascata Paraíso e com o Hotel Duvoisin, assim como o estímulo à venda de caminhões na cidade. “Pasmem, esse homem não possui sequer uma humilde rua com seu nome. É muita ingratidão”, enfatiza Lauro.

O escritor e Campo Alegre

Lauro destaca que sempre foi um apaixonado por Campo Alegre, onde morou durante a infância e concluiu a formação básica na Escola Lebon Régis. “Vim para Joinville em 1963 para trabalhar e continuar os estudos, mas o amor por Campo Alegre me colocou em contato com a Rádio Cultura da qual acabei correspondente”, lembra e afirma que o mesmo ocorreu no jornal A Notícia, onde também trabalhou.

Escritor joinvilense Lauro Schwarz. Foto: Divulgação

Outra paixão que Lauro revela é pelo futebol. Segundo o escritor, o amor pelo município e pelo esporte uniram-se a partir de 1967 depois de jogar no Juvenil do América, em Joinville, e no Estrela da Vila Baumer, com a criação do Campeonato Regional, onde passou a defender Campo Alegre.

“Ainda residia em Joinville, apanhava carona para minhas voltas já que o último ônibus passava por lá com as partidas a pleno desenvolvimento. Muitas vezes levantava de madrugada para apanhá-las e algumas segundas pela manhã, foram ‘enforcadas’, (risos). Até que, em 1968, surge uma vaga na Prefeitura do município e voltei de malas e bagagem para minha terra Natal”, complementa.

Para os leitores que quiserem adquirir a obra ‘À sombra das araucárias‘ o livro pode ser encontrado em Campo Alegre: Lojas Bartsch, Panificadora Pauli, Loja Boa Imagem da Carmen, Rock Bar do Mauro, Churrascaria do Egon, Casa de Campo de Gleiciane Cubas, com Elcio Bento Munhoz. Em São Bento do Sul: Banca Gibi. Pelo correio com encomendas através do WhatsApp: (47) 99964-8339.

Texto: Herison Schorr

Jornalista Formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

3 Comments on "Conheça o livro que faz uma viagem ao passado de Campo Alegre"

  1. Grande obra que ficará registrada para todo o sempre a saga dos desbravadores, que ao atingirem o topo da colina, vibraram com a bela vista e a denominaram de “Campo Alegre”.
    Parabéns ao autor e professor Lauro Schwarz.

  2. José Carlos Cugnier | dezembro 26, 2020 at 12:59 pm | Responder

    Estou lendo e recomendo. Adquiri na Confeitaria Pauli, CA. Mi há família é originária de Itajaí, depois SBS, onde nasceram 5 irmãos e em 1955-1958, moramos em CA. Hoje, estou morando novamente em CA, no centro.

  3. José Carlos Cugnier | dezembro 26, 2020 at 12:59 pm | Responder

    Muito bom!

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