Saiba como o Folha Norte SC colocou Garuva nos noticiários do Brasil, em 2020

Todos os meses, vidas de garuvenses passaram a ilustrar as TVs do Brasil como nunca foi visto na história do município

Já parou para pensar que, neste ano de 2020, o município de Garuva foi mencionado com uma certa frequência na imprensa regional e até do país? Todos os meses, histórias de garuvenses passaram a ilustrar as TVs do Brasil como nunca foi visto na história de Garuva, onde vizinhos puderam assistir seus conterrâneos contarem sobre suas vidas, exaltadas pela mídia nacional como exemplos para a nação. Todas essas recuperações tem um denominador comum: o jornal Folha Norte SC, pois foi ele o descobridor e propulsor de todos os orgulhos garuvenses contemplados pelos brasileiros e até mesmo estrangeiros.

A história de André ganhou o país após uma matéria do Folha Norte SC contam sobre sua ação para ajudar na renda da família. Gravação: Divulgação

O jornalista Herison Schorr, autor das matérias e reportagens que levaram Garuva ao âmbito da imprensa nacional, destaca com orgulho que, por meio de seu trabalho, toda a população de Garuva pode colher os frutos, de alguma forma. “Vejo as pessoas da minha cidade orgulhosas por morarem aqui; vejo as histórias da nossa gente na boca do país todo, que admiram-se da nossa simplicidade, e da forma como o povo daqui é fascinante com suas trajetórias de vida”, diz.

Assista a história de André também a Globoplay. Gravação: Divulgação

Ao lembrar de como Garuva era vista antes da criação do Folha Norte SC, Herison conta que o município era um local mencionado, na maioria das vezes, por acidentes na BR 101 e crimes cometidos no interior de Garuva, construindo uma imagem que não era verdadeira, nem positiva para os moradores. “Não havia quem contasse nossas histórias para o mundo, histórias tão fáceis de serem descobertas, bastava um olhar jornalístico”, afirma.

Gravação: Divulgação

O jornalista, que também é escritor, conta que usa as técnicas literárias de linguagem que aprendeu para tornar a leitura da informação mais atrativa e humanizada, estimulando os leitores a se colocarem no lugar das fontes, gerando empatia. “E todas essas técnicas que aprendi, tanto de escrita quanto de apuração jornalística, devo aos quatro anos da faculdade de Jornalismo que cursei. Tenho plena certeza que o Folha Norte SC não teria esse caráter de Jornalismo de qualidade, que colhe ótimos resultados, se não tivesse um jornalista com formação acadêmica por trás dele”, ressalta.

Gravação: Divulgação

Marília Crsipe de Moraes, doutora em Ciências da Linguagem e coordenadora do curso de jornalismo da Faculdade Bom Jesus Ielusc reitera a afirmação do jornalista Herison Schorr quando o assunto é formação acadêmica para um Jornalismo de qualidade.

A história de Suellen e Gabriel foi a primeira matéria publicada pelo Folha Norte SC. Em seguida, foi replicada por 66 veículos de comunicação em todo o Brasil. Gravação: Divulgação

“Quando precisamos de um médico, não procuramos o arquiteto. Quando precisamos de um arquiteto, não procuramos um advogado. O bom jornalismo requer conhecimento aprofundado e específico. Não basta escrever bem para ser um jornalista. Para além de todos os conhecimentos técnicos, o curso superior em Jornalismo oferece a formação humanística por meio de um conjunto de disciplinas estudadas ao longo do curso”, enfatiza.

Marília Crsipe de Moraes, doutora em Ciências da Linguagem e coordenadora do curso de jornalismo da Faculdade Bom Jesus Ielusc
A diretora Cleusa emocionou o Brasil com sua história de determinação com os alunos, contada pelo Folha Norte SC. Assista a repercussão da matéria replicada em seguida pela Globo na Globoplay. Gravação: Divulgação

Segundo a professora, a faculdade de Jornalismo é também um campo de experimentação, onde o estudante experimenta, mas tem a orientação de seus mestres. “Quem insiste em aprender Jornalismo apenas na prática, acaba evoluindo na base da tentativa e erro, mas um erro jornalístico pode afetar a vida de uma pessoa para sempre. Quando decidi cursar Jornalismo, eu já tinha um curso superior (Letras), já trabalhava em jornal e, mesmo assim, sentia a necessidade de aprender mais para poder exercer a profissão”, conta Marília que também cursou Jornalismo na Faculdade Ielusc e que, a cada disciplina, cada professor que teve, afirma que só fez comprovar a importância desse aprendizado.

Quando a informação é construída por um jornalista com formação acadêmica, Marília observa a notória melhora na qualidade da informação, na postura ética e no aprofundamento das pautas. Segundo ela, a comunicação nos diversos tipos de mídias requer adaptações de linguagem e também inovação e isso não se obtém com instinto, “mas sim como fruto da compreensão de um conjunto de teorias e de sua aplicação à prática”, complementa.

O apresentador Luciano Huck também divulgou em suas redes sociais a história da diretora de Garuva, descoberta pelo Folha Norte SC; assista. Foto: Divulgação.

Por lesionar Jornalismo Comunitário na Faculdade, a professora analisa o crescimento do Folha Norte SC compatível com a sociedade tecnológica em que vivemos, onde a informação é essencial à vida das pessoas e a internet ampliou as possibilidades de acesso à informação que está disponível na palma da mão por meio dos smartphones.

Entretanto, a professora destaca que no Brasil, 62,6% dos municípios brasileiros, ou seja, 37 milhões de pessoas, vivem no que pode ser chamado de “deserto de notícias”, segundo pesquisa da Projor/Volt Data Lab. Ou seja, as pessoas tem fácil acesso a notícias dos grandes centros do país e do mundo, mas nem sempre conseguem saber o que acontece na sua cidade, no seu bairro. O Jornalismo local é o antídoto para combater esses desertos. “O Folha do Norte SC tem praticado o Jornalismo hiperlocal, conta as histórias que muitos veículos – centrados nas grandes cidades – não conseguem enxergar”, destaca.

Com a repercussão da matéria, Cleusa foi convidada para dar entrevistas aos programas da Rede Globo. Foto: Divulgação

Sobre a ascensão de histórias de garuvenses na mídia brasileira, Marília afirma que esse é um fenômeno presente em qualquer país do mundo, pois, segundo ela, é natural que os veículos hiperlocais estejam mais próximos de suas comunidades e há muitas histórias e fatos interessantes, personagens inspiradores, problemas graves que acontecem todos os dias nas pequenas cidades, nas comunidades interioranas. “E todo esse rico material não é percebido pelos veículos dos grandes centros, sempre ocupados em cobrir as cidades polos de cada região. É por meio do Jornalismo hiperlocal que essas histórias, até então escondidas, vêm à tona e chamam a atenção da mídia tradicional”, finaliza.

Recentemente, um morador de Guaratuba ganhou destaque nacional após o Folha Norte SC revelar sua determinação pela educação dos filhos. A repercussão da história chegou em várias redações do país, inclusive do programa Encontro com Fátima Bernardes; assista.
Foto: Divulgação

O jornalista Herison também menciona a satisfação de poder transformar as realidades nas pequenas comunidades onde por meio de suas matérias, “onde poucas palavras podem fazer a diferença na vida daqueles que necessitam de apoio”.

Uma questão que revela como objetivo para a carreira é a vontade de levar, cada vez mais, o Jornalismo que faz em Garuva para as cidades de Araquari, Campo Alegre, Itapoá e São Francisco do Sul onde também trabalha. “A população desses municípios me acolhem em todas as visitas que faço. No ano que vem, pretendo estar mais próximos deles também, fazendo das outras quatro cidades as minhas moradas, e dos moradores de lá meus conterrâneos, para que eu possa contar suas histórias ao mundo”, encerra.

Texto/Redação

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