Mapa desenvolvido pela Epagri mostra crescimento da Covid-19 no meio rural depois de 7 de setembro

Segundo Luiz Fernando Vianna, pesquisador da Epagri/Ciram, a partir de 21 de setembro houve uma mudança de comportamento da curva dos novos casos diários

Mapa desenvolvido pela equipe da Epagri/Ciram registrou aumento no número de casos de Covid-19 nos meio urbano e rural 15 dias após o feriado de 7 de setembro. A Epagri/Ciram participa do Comitê Gestor de Inteligência de Dados para o enfrentamento da Covid-19, mantendo o serviço de mapas “Vulnerabilidade Social, Redes Agrícolas e a Covid-19 em Santa Catarina” e acompanhando a evolução dos casos no meio rural.

Segundo Luiz Fernando Vianna, pesquisador da Epagri/Ciram que atua na elaboração e manutenção do sistema de mapas, a partir de 21 de setembro houve uma mudança de comportamento da curva dos novos casos diários, que vinha decrescendo até a semana anterior ao feriado.

“Observando os dados brutos no meio rural, percebeu-se que a média semanal de novos casos diários aumentou 26,8% entre as semanas de 7 e 21 de setembro e, desde então, vem crescendo lentamente”, descreve o pesquisador. Antes do feriado eram computados, em média, 41 novos casos diários. Duas semanas após o feriado essa média subiu para 52 casos diários e na última semana de outubro já estava em 58 novos casos diários no meio rural.

Vianna destaca que os municípios que, segundo o IBGE, possuem maior conectividade com o meio rural de Santa Catarina, também seguiram a tendência de aumento no número de novos casos diários de Covid-19, a partir da terceira semana de setembro. Em Lages, Jaraguá do Sul e Chapecó, o número médio de casos diários aumentou de 10 para mais de 50. E a tendência de aumento segue nos municípios de todas as regiões do estado.

“Apesar do crescimento, tanto do número de casos como da taxa de contaminação, ser mais intenso nas grandes cidades, a tendência de aumento no número de casos no meio rural também preocupa, uma vez que é nas cidades que os pacientes do meio rural com sintomas mais graves buscam atendimento médico”, alerta o pesquisador. “A taxa de ocupação dos leitos hospitalares em níveis superiores a 70% em todas as regiões e chegando a 84% na região Oeste, somada à repercussão das possíveis contaminações em função do feriado de finados em 2 de novembro e à proximidade com as festas de fim de ano, são fatores que deveriam ser considerados nas próximas semanas para definir as ações governamentais e as atitudes dos cidadãos em Santa Catarina” destaca Vianna.  

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