Filha de pescadora de São Francisco do Sul faz apelo após mãe perder movimento das pernas

“Minha mãe sempre fez tudo por mim e por meu irmão, e, agora, ela precisa de mim, e tudo que eu posso fazer, estou fazendo”, afirma Isabela, de 17 anos, sobre situação da mãe que precisa de uma cirurgia de emergência

Isabela Pflugseder, de 17 anos, lembra das vezes que a mãe, a pescadora Maria Benta Cunha, de 42 anos, acordava ao amanhecer para buscar na Baia da Babitonga o sustento da família. Berbigão, siri e diversos outros frutos do mar eram revertidos em renda para sustentar os três filhos da pequena família de pescadores da Vila da Glória, em São Francisco do Sul.

Mas, no início do ano, Isabela observou a mãe queixando-se de dores na perna, as quais, pioraram gradativamente e impossibilitaram o trabalho artesanal. Depois de diversas consultas com especialistas, o diagnóstico foi apresentado: a cartilagem do fêmur estava necrosado, “o que consequentemente faz com que ela sentisse muita dor ao andar, por isso o médico proibiu de tal ação”, conta Isabela.

Isabela com a mãe Maria que, atualmente, está em uma cadeira de rodas. Foto/Acervo

Para fazer a cirurgia, a filha conta que a mãe precisa perder peso, mas, agora, ao desenvolver ansiedade devido a paralisação do trabalho, Maria engordou alguns quilos, o que desencadeia sua piora emocional ainda muito abalado pela perda do filho mais velho, em 2014.

Ao observar a incapacidade da mãe, que passou a usar cadeira de rodas, a filha ocupou o lugar dela, realizando a coleta dos crustáceos, além de, também fazer os serviços domésticos.

A jovem ocupou o lugar na mãe na coleta dos mariscos para manter a renda da família. Foto/Acervo

“Minha mãe sempre fez tudo por mim e por meu irmão, e, agora, ela precisa de mim, e tudo que eu posso fazer, estou fazendo”, afirma Isabela, emocionada e grata pelo carinho que sempre recebeu da mãe.

Para reverter o caso de Maria, os médicos afirmaram que ela deve fazer uma cirurgia, para colocar uma prótese nos ossos da bacia. O preço do procedimento somado ao material usado na prótese é de, aproximadamente, 50 mil reais, valor distante da renda da família, que baseia-se em um salário mínimo, vindos do trabalho, agora, da filha e do marido de Maria que também é pescador.

Mesmo debilitada, Maria se esforça para ajudar nos afazeres de casa. Foto/Acervo

Com experiência nas redes sociais, Isabela viu no site vakinha.com a possibilidade de conseguir o valor da cirurgia. Um perfil foi aberto por ela na plataforma e a história de sua mãe foi compartilhada para os moradores da região, como forma de conseguir o valor da operação.

Isabela, que estuda em Itapoá, tem consciência de que, se não conseguir a operação da mãe, o quadro de dores dela irá só piorar e, por isso, deverá abandonar os estudos para ajudar no sustento da casa.

Para os leitores que quiserem colaborar com a campanha de Isabela, clique aqui.

Texto/Herison Schorr

Jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc

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