Dos 305 pinguins encontrados em Itapoá e SFS desde maio, apenas 44 estavam vivos

Mortalidade é decorrente de fatores naturais e poluição

Desde maio, 305 pinguins foram encontrados no litoral da região, sendo 221 em São Francisco do Sul e 84 em Itapoá, mas, apenas 44 animais foram resgatados com vida: 34 em São Francisco do Sul e 10 em Itapoá.

Pinguim encontrado no litoral de Itapoá. Foto: Prefeitura de Itapoá

De acordo com o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos – Univille, geralmente, os pinguins que aparecem na região são animais jovens que estão em sua primeira imigração, desta forma, “por questão de seleção natural, mesmo, muitos deles não aguentam”, conta o projeto. 

Animais passam por tratamento e, após, são encaminhados para Florianópolis.
Foto: PMP-BS Univille

Mas, outro fator que causa a morte dos animais é resultado da ação humana. “Também tem a problemática de interação antrópica – ou seja, interação com materiais feitos por humanos, como lixo marinho -. Alguns deles ingerem lixo plástico, como canudos, e não conseguem se alimentar mais”, conta a entidade. Redes e demais apetrechos de pesca descartados de forma incorreta também podem causar a morte dos pinguins, que acabam se enroscando nos artefatos e morrendo afogados. 

Muitos animais se afogam enroscados nas redes de pesca descartadas indevidamente. Foto: PMP-BS Univille

Quando são avisados sobre o aparecimento de um animal vivo nas praias dos municípios, uma equipe do projeto dirige-se até o local e presta os tratamentos veterinários ainda na faixa de areia, após, o pinguim é encaminhado para a sede da entidade onde é tratado e acompanhado por veterinários. Reabilitados, os animais são transferidos para o R3 Animal, em Florianópolis, onde passam por um novo processo que os prepara para a soltura. Com os animais mortos, o procedimento é o recolhimento da carcaça da praia para análise da causa da morte.

Pinguim de Magalhães é a espécie mais recorrente no litoral catarinense.
Foto: PMP-BS Univille

O projeto ressalta a população sobre os primeiros procedimentos que devem ser seguidos quando encontrarem um pinguim vivo na praia, fundamental para causar menos impactos possíveis na saúde do animal.

Projeto recomenda cuidados aos moradores que encontrarem um pinguim nas praias. Foto: PMP-BS Univille

“O pinguim, apensar do que a grande maioria pensa, não gosta muito de frio, eles vêm para cá exatamente para fugir do frio, então, a gente nunca coloca o pinguim no gelo”, recomenda. Para abrigar o animal de forma correta, o projeto pede para os moradores enrolarem o pinguim num pano seco e deixá-lo descansando em uma caixa de papelão até o resgate chegar. É importante lembrar, também, que os moradores evitem dar alimentos aos animais, que podem bicar. 

Segundo o projeto de monitoramento, a espécie que mais aparece na região é o Pinguim de Magalhães, ave migratória que deixa a Patagônia e percorre cerca de 3 mil quilômetros para chegar à costa brasileira em busca de alimentos e calor. 

O monitoramento do projeto é feito em 82 km de faixa litorânea e realizado até o mês de setembro.

Aos moradores que encontrarem um pinguim, o projeto pede para que entrem em contato pelos telefones:

0800 642 3341
(47) 3471 3816 – Base
(47) 99212 9218 – WhatsApp
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Herison Schorr
Herison Schorr

Escritor e jornalista formado pela Faculdade Bom Jesus Ielusc.

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