Eugênia: a dama de copas de Itapoá

Nas festas que frequenta, nos bares e até em casa; sozinha ou com parceiros; à luz do dia ou à sombra da noite, não importa: a dama de copas de Itapoá diz que tem espadas, descarta o ouro e não perde tempo ao pedir três tentos.

Dona de casa Eugênia Genud, de 70 anos, é craque em quase todos os jogos de cartas, mas sua grande paixão é o truco. Coleciona, em seu currículo, medalhas de ouro em uma série de campeonatos, principalmente, o JASTI, os Jogos Abertos da Terceira Idade de Santa Catarina, organizado pela Fesporte. Em dez anos, conquistou o primeiro lugar em dez campeonatos que disputou na etapa regional e municipal; no estadual, chegou ao 3° e 2° lugar. Suas últimas conquistas foram nas últimas duas edições da Festa do Caranguejo, em Itapoá.

Eugênia é favorita em jogos municipais e regionais de truco/Foto: acervo pessoal

Engênia conta que aprendeu a jogar cartas na infância, com seu pai, mas foi mais tarde, com uma outra familiar que lhe apresentou sua modalidade preferida. “Aprendi a jogar truco, mais ou menos, aos 30 anos, com uma comadre que me ensinou escrevendo em um papel”, conta.

Foto: acervo pessoal

Após uma dolorosa fase de divórcio, Eugênia conta que o truco lhe ajudou a se recuperar, a medida que saía de casa para fazer amigos e conhecer novos lugares, divertindo-se em rodas de baralho. Mãe de quatro filhos e avó de dois netos, afirma que recebe todo o apoio da família. “Eles são fãs que mais incentivam”, acrescenta.

Foto: acervo pessoal

Boêmia, a dama de copas conta que é frequentadora assídua de bailes. “Aqui da Céu Azul não perco um”, revela, e acrescenta outras casas que frequenta, como bailão da Tia Cida, onde sempre vai na domingueira e no Dicos.

Foto; acervo pessoal

“Adoro bar que tem música ao vivo”

Foto: acervo pessoal

Assim como a mãe, suas filhas também gostam de uma boa festa e noites de churrasco, que sempre contam com a presença da dona Eugênia. “Quando elas vão nos bares, também vou. Me dou muito bem com o grupo de amigos delas. Estou sempre fazendo festa com eles”, conta.

Foto: acervo pessoal

Sobre algumas tristezas que costumam surgir na terceira idade, Eugênia revela que, às vezes, também se sente assim. “Acho que é da idade; tem vezes que dói tudo”, diz. Porém, afirma que não dá para ficar lamentando-se, pois na vida há muitas opções para se divertir e ser feliz. “Ninguém é inútil, sempre tem algo que a gente pode fazer, principalmente aqui na praia. É só encontrar o que gosta” finaliza.

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